sábado, 30 de junho de 2018
O amor é tu existires
é me preferires à morte.
O meu amor por ti
não é assim tão grande.
Se a morte vier,
não sei se me lembrarei
de te convidar;
Se não te esquecerei
para simplesmente a seguir.
Não sei!
Não sei!
Há promessas que não se podem fazer
ou não se sabe se se podem fazer
Obrigada por estares aqui
22.04.2018
terça-feira, 26 de junho de 2018
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Domingo de outono
Sol pálido e quente
Luz branda
Azulada pelo mar
Brilhante, de prata
Gente espojada
Despojada
Outonal
Desocupada
Lar de 3ª. idade e Jardim de infância
Ao ar livre
Ao ar livre da praia
Ao ar livre do mar
Gente que não teve um convite
Para almoçar
Gente que não tem
Um amigo
Um parente no hospital
Gente que tem
Uma casa sem gente
Gente que aquece o coração
Na areia quente e dourada
Os rebentos brincam na areia molhada,
Sem fulgor; apenas brincam.
Os pais escutam o mar
Para não escutarem mais nada
O que todos querem
É eternizar a modorrice
Deste domingo de outono
Antes do inverno dos dias
2017.10.01
sábado, 23 de junho de 2018
O ESPELHO
Ainda bem que o espelho é uma companhia esporádica e fugaz
Ainda bem; porque o espelho é muito acusador;
é adulador só com quem lhe convém;
raramente com gente de provecta idade
Ainda bem: porque o espelho é falso.
É falso e frágil
ao menor contratempo ...
lá se faz em mil pedaços;
às vezes não;
fica com uma racha, se não, várias,
a dividir imagens
como quem divide dividendos
daqueles que não rendem nada.
2017.07.17
Ainda bem que o espelho é uma companhia esporádica e fugaz
Ainda bem; porque o espelho é muito acusador;
é adulador só com quem lhe convém;
raramente com gente de provecta idade
Ainda bem: porque o espelho é falso.
É falso e frágil
ao menor contratempo ...
lá se faz em mil pedaços;
às vezes não;
fica com uma racha, se não, várias,
a dividir imagens
como quem divide dividendos
daqueles que não rendem nada.
2017.07.17
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Nos momentos pálidos de abandono
ouço o vento gélido,
gemer,
murmurante, inquieto,
tentando desvendar os mais reconditos segredos.
Um dia,
seduzida pelo seu doce sussurrar,
contei-lhe a minha dor
falei-lhe da minha saudade
e também do meu amor.
Contei-lhe
e ele compreendeu.
Então, senti-me leve, tão leve
que supus poder ser levada,
por ele,
para junto de ti, amor!
E a brisa fresca
acariciou-me o rosto febril,
e secou-me as lágrimas escaldantes
como se quisesse atenuar
a amargura da minha alma,
e a minha dor!
Escritos por volta de 1969/70
domingo, 10 de junho de 2018
Amigo, é tempo
Amigo, já é tempo de olhares o Universo
como um todo de que fazes parte
Já é tempo de com ele te harmonizares
de saberes que te dará o que lhe pedires
Pode ser para o teu bem
pode não ser
Ele só te escuta
e te dá
o que lhe pedires
Não discute!
Já é tempo de aprenderes a pedir
de aprenderes a aceitar
De aprenderes a agradecer
De te perdoares
Se errares!
Amigo, já é tempo de olhares o Universo
como um todo de que fazes parte
Já é tempo de com ele te harmonizares
de saberes que te dará o que lhe pedires
Pode ser para o teu bem
pode não ser
Ele só te escuta
e te dá
o que lhe pedires
Não discute!
Já é tempo de aprenderes a pedir
de aprenderes a aceitar
De aprenderes a agradecer
De te perdoares
Se errares!
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Esta raiva em mim
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelo que não me deste
Pelo que não partilhaste
Pelo que me roubaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me amaste
Porque não me sentiste
Porque não me quiseste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me ouviste
Porque me calaste
Porque me sufocaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelos sonhos que ignoraste
Pelos sonhos que desmoronaste
Pelos sonhos que abafaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Que me destrói
A mim
E a ti
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelo que não me deste
Pelo que não partilhaste
Pelo que me roubaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me amaste
Porque não me sentiste
Porque não me quiseste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me ouviste
Porque me calaste
Porque me sufocaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelos sonhos que ignoraste
Pelos sonhos que desmoronaste
Pelos sonhos que abafaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Que me destrói
A mim
E a ti
domingo, 3 de junho de 2018
Só existo, porque existes
Só existo
Porque tu existes
Escolhi-te
Para poder existir
Se deixares de existir
D/existo
Não é porque te amo
Que existo
Existo
Só porque existes
No dia em que não estás
Não existo
Quase d/existo
Escrevo por ti
Para que me digas
Que existo
Não sei se preciso de ti
Não sei se quero
Existir
Ou d/existir
Não sei
Se sonho que existes
Se pesadelo é existir
Só existo
Se me olhas
Se não me vês
D/existo
Se trabalho
Existo
Na solidão
D/existo
Por favor
Fala comigo
Diz-me que existo
Se/não
D/existo
Só existo
Porque tu existes
Escolhi-te
Para poder existir
Se deixares de existir
D/existo
Não é porque te amo
Que existo
Existo
Só porque existes
No dia em que não estás
Não existo
Quase d/existo
Escrevo por ti
Para que me digas
Que existo
Não sei se preciso de ti
Não sei se quero
Existir
Ou d/existir
Não sei
Se sonho que existes
Se pesadelo é existir
Só existo
Se me olhas
Se não me vês
D/existo
Se trabalho
Existo
Na solidão
D/existo
Por favor
Fala comigo
Diz-me que existo
Se/não
D/existo
sábado, 2 de junho de 2018
Minha pedra
Minha pedra, minha pedra
Minha pedra, minha pedra
Minha pedra que escolhi
Quem teria escolhido quem
Ou fui escolhida por ti
Minha pedra,
minha pedra
No meu sapato não
No meu pé também não
No meu caminho então?
Minha pedra no caminho
Tira-me desta encruzilhada
Que me põe a cabeça à roda
E não decido nada de nada
Minha pedra rolicinha
Deixa-me rolar contigo
Rolando, rolando
Talvez chegue ao paraíso
Minha pedra de dois bicos
Não sei o que me dizes
Minha pedra dúbia
Que caminho de perdizes!
Minha pedra , minha pedra
Fechada na minha mão
Ah se eu acreditar na tua energia
Não mais cairei em tentação
Não me encostes à parede
A que até pareço incrustrada
Serve-me antes de apoio
Para dela ser libertada
Minha pedra quadradinha
Como és tão engraçada
O que é que me respondes
Quando não te pergunto nada
Quando não te pergunto nada
Não tens nada que me dizer
Minha pedra quadradinha
Não me venhas aborrecer
Minha pedra bicudinha
Oh que pedra tão bicuda
Ouvi chamar "queridinha"
Não sei se lhe acuda
Ouvi chamar "queridinha"
Não sei se lhe acuda
Onde foste branquear-te
Diz-me, por favor, como
Encontrar um pouco de arte
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Que dor!
Que sofrimento era aquele?
A quem poderia perguntar?
Talvez a Ninguém!
Ninguém sabe tudo!
Como explicar a Alguém o que Ninguém sabe?
Talvez todos sintam Aquela dor
E não contém a Ninguém
Porque Ninguém sabe tudo
E ela não quer que Ninguém saiba
Como se Alguém quisesse saber!
É melhor Ninguém saber!
Amanhã a dor terá passado
Talvez para outro lado
E Ninguém ficará a saber
Ou talvez morra dessa dor
E então ...
Ninguém saberá!
escrito há vários anos
Quero chorar um pouco
Há tanto por que chorar
Que escolher é difícil
Quero lavar a alma
Expulsar este sal
Que empederniza
Me incomoda e não larga
Preciso de uma enxurrada
Que derreta e desfaça estes cristais
Só não sei abrir a minha fonte
De água abençoada
Ou estará seca ...
Tão seca, tão seca que me queima
Não quero queimar ninguém!
E assim me consumo nesta fogueira
Que importuna quem me cerca
E não sabe como atirar uma gota
Que me alivie
Sabem que qualquer partícula
Pode provocar o "estalar da porcelana"
É isso!
Essa aparência de porcelana!
2014.08.21
Há tanto por que chorar
Que escolher é difícil
Quero lavar a alma
Expulsar este sal
Que empederniza
Me incomoda e não larga
Preciso de uma enxurrada
Que derreta e desfaça estes cristais
Só não sei abrir a minha fonte
De água abençoada
Ou estará seca ...
Tão seca, tão seca que me queima
Não quero queimar ninguém!
E assim me consumo nesta fogueira
Que importuna quem me cerca
E não sabe como atirar uma gota
Que me alivie
Sabem que qualquer partícula
Pode provocar o "estalar da porcelana"
É isso!
Essa aparência de porcelana!
2014.08.21
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