quinta-feira, 19 de julho de 2018


NATAL!

Porque é que há Natal
Se os pobres são tão pobres
Se o frio é tão frio
Se a fome é tão companheira
E não há Natal!

Natal para os que já têm lume?
Para os que não têm frio?
Não têm fome
Onde é sempre Natal
Para quê mais Natal?

Dias frios, cinzentos
Cânticos de Natal pelas ruas decoradas
E  o Natal que tanto dói

De lembranças de Natais sem Natal

E de Natais com Natal!

Uma vida cheia de Natais tantos,
Deixa feridas que sempre ardem no Natal
Quando se acendem as lareiras
Dos que nem sabem que é Natal
Feridas que queimam nas cinzas de tantos natais!

Escondam-no dos desprotegidos !
Não os façam mais sofrer
Já que o não podem verdadeiramente  ter
Fechem os portões do Natal!
Não deixem que a caridade os encontre
A sua dor é maior quando aquela parte
E  promete voltar no próximo ano
E eles voltam a ficar mais sós
Sem Natal durante tanto tempo

Por favor fechem o Natal para obras
Reabram-no com entrada livre
Só então pode ser Natal!




2016.dezembro

sábado, 7 de julho de 2018

TENHO SAUDADES DE TI

Tenho saudades de ti
De um Tu
Que nunca foste
Que só existiu na minha cabeça
Que seria a outra parte de mim
Que que não existe
E que criei
Que quis ver em ti
E que por vezes, quase vislumbrei
Para a seguir me chorar, chorar de mim,
Não de ti
Porque eras só tu,
Um ser que eu uso
Como tu me usas
Como todos nos usamos
Só porque a humanidade é assim
E quer tudo a seu modo,
Até mesmo esperar do outro
Aquilo que não tem
E que o dinheiro
Não dá


2010 ??????

sexta-feira, 6 de julho de 2018


Esta permanente necessidade de finitude
De que tudo termine
Que tudo tenha fim
Que possa ser Nada
Nada sentir!

E todavia,
Surge a angústia
De não saber o que é Não sentir
O que é Não ser
Nada ser!

Ser ...cansa!
Não ser ... descansa

Como será Não existir?
E depois?

Haverá um depois
Mesmo se não existir?






???????????? Há vários anos