quinta-feira, 9 de abril de 2020



Que filme!


Estou dentro dum filme
Como vim aqui parar?!
Não sei o guião!
Desconheço o tema!

Não me atrevo a sair
Mesmo quando detesto a cena
Estou presa na película

Se dela me descolar
Já me disseram:
Não podes voltar a entrar!

E eu lá vou ficando
Já me aborrece este filme
E mais, de assistir a tantos,
Tantos outros!

Actuo, assisto
Assisto, actuo

Até quando?!



segunda-feira, 6 de abril de 2020

ONDE ESTÁS, ABRIGO DAS TEMPESTADES

Uma serenidade melancólica
Leviana e fugaz
Jubiloso desiderato
De volátil e esquivo pássaro
Em sobressaltos de fogo

Ouvem-se palavras inquietas
Olhos de aço, desconcertantes
Impulsos sem retorno
Silêncios dilacerados
Mares que recusam rios

Onde estás, abrigo das tempestades
Ó luz acetinada e intensa
Temerosa e esquiva sensação
De medo, feito escravo
Em amargo desassossego


2020.04.06 "poema" à toa