SONHOS MATUTINOS
Sonhos em movimentos pendulares
Formam realidades com desenhos floridos
Ao ritmo de notas do tocador de flauta
E, em sequência abrupta,
Bebem-se passos pela noite exauridos
Acendem-se mãos em cânticos
Olhares recolhidos em orações
Buscam-se horizontes esquecidos
Em linhas de luz e vozes de memórias
Errando entre certezas e hesitações
Alegrias perdidas em tempestades
Extasiam-se em caminhos desandados
Clarões de dias pungentes
Almas acordadas em sobressalto
Por entre relógios desacertados
Paisagens perfumadas de silêncios
Soltam delírios e flexas assombradas
Em fascínios de fogueiras e fulgores
Murmúrios palpitantes de orvalho
Aquecem, e desafiam, a solidão da noite.
É já manhã!
Procuram-se sonhos matutinos!