NÃO SEI
Não sei se desejo ir
Não sei se desejo ficar
Não sei o que desejo
Nem se algum desejo tenho
Não sei o que me oprime
Não sei o que eu oprimo
Não sei ser livre
Nem sei se a liberdade existe
(não me lembro da data)
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Tenho raiva de ti, poesia
Tenho raiva de ti, poesia
Porque não te conheço
Porque falam tanto de ti
Porque não te ofereces a mim
Bafejaste uns
Com o teu dom
Bafejaste outros
Com paixão por ti
E eu?
Não te mereço
De maneira nenhuma?
Nem por te saber?
Nem por te sentir?
Deixá-lo ...
Sobreviverei
Até onde for possível
Nesta secura
Sem poesia nenhuma!
2018.08.16
Tenho raiva de ti, poesia
Porque não te conheço
Porque falam tanto de ti
Porque não te ofereces a mim
Bafejaste uns
Com o teu dom
Bafejaste outros
Com paixão por ti
E eu?
Não te mereço
De maneira nenhuma?
Nem por te saber?
Nem por te sentir?
Deixá-lo ...
Sobreviverei
Até onde for possível
Nesta secura
Sem poesia nenhuma!
2018.08.16
sábado, 18 de agosto de 2018
POEMA AO MAR
Não sei porque é que as ondas são tão brancas
Não sei porque é que o mar é tão azul
Tão azul e tão vasto.
Dizem que é vasto!
Por entre dois penhascos
Eu só vejo um campo azul,
Estreito e muito comprido
Às riscas brancas, como um pijama
Ou o tecido de colchão antigo
E é molhado
E frio
Barurento
E zangado
E isto eu sei,
Que molha
É refrescante,
Barulhento e zangado.
Salgado também
Isso eu sei,
Porque me salpica, me refresca e não pára de fazer barulho!
E quando quero refrescar os lábios ... sinto-lhe o sal
E brilha ao sol. Quando o sol brilha.
E continua barulhento quando o sol se põe
E continua zangado quando este nasce e o pretende aquecer.
Talvez seja por isso!
Praia da Murração - 2016 ?
Não sei porque é que as ondas são tão brancas
Não sei porque é que o mar é tão azul
Tão azul e tão vasto.
Dizem que é vasto!
Por entre dois penhascos
Eu só vejo um campo azul,
Estreito e muito comprido
Às riscas brancas, como um pijama
Ou o tecido de colchão antigo
E é molhado
E frio
Barurento
E zangado
E isto eu sei,
Que molha
É refrescante,
Barulhento e zangado.
Salgado também
Isso eu sei,
Porque me salpica, me refresca e não pára de fazer barulho!
E quando quero refrescar os lábios ... sinto-lhe o sal
E brilha ao sol. Quando o sol brilha.
E continua barulhento quando o sol se põe
E continua zangado quando este nasce e o pretende aquecer.
Talvez seja por isso!
Praia da Murração - 2016 ?
terça-feira, 14 de agosto de 2018
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
QUE TERRA ÉS TU
________, que terra és tu
Que aprisionas os teus naturais
E ofereces a liberdade aos forasteiros
Aqueles não se libertam
Dos teus tentáculos
Estes, oferecem-se
Livremente,
A ti
Tornam-te mais bela e produtiva.
Quantos dos primeiros definham e fenessem!
Quantos dos segundos progridem e prosperam!
Que maldição paira sobre uns
Que benção os outros encontram!
Julho 2016
________, que terra és tu
Que aprisionas os teus naturais
E ofereces a liberdade aos forasteiros
Aqueles não se libertam
Dos teus tentáculos
Estes, oferecem-se
Livremente,
A ti
Tornam-te mais bela e produtiva.
Quantos dos primeiros definham e fenessem!
Quantos dos segundos progridem e prosperam!
Que maldição paira sobre uns
Que benção os outros encontram!
Julho 2016
quinta-feira, 19 de julho de 2018
NATAL!
Porque é que há Natal
Se os pobres são tão pobres
Se o frio é tão frio
Se a fome é tão companheira
E não há Natal!
Natal para os que já têm lume?
Para os que não têm frio?
Não têm fome
Onde é sempre Natal
Para quê mais Natal?
Dias frios, cinzentos
Cânticos de Natal pelas ruas decoradas
E o Natal que tanto dói
De lembranças de Natais sem Natal
E de Natais com Natal!
Uma vida cheia de Natais tantos,
Deixa feridas que sempre ardem no Natal
Quando se acendem as lareiras
Dos que nem sabem que é Natal
Feridas que queimam nas cinzas de tantos natais!
Escondam-no dos desprotegidos !
Não os façam mais sofrer
Já que o não podem verdadeiramente ter
Fechem os portões do Natal!
Não deixem que a caridade os encontre
A sua dor é maior quando aquela parte
E promete voltar no próximo ano
E eles voltam a ficar mais sós
Sem Natal durante tanto tempo
Por favor fechem o Natal para obras
Reabram-no com entrada livre
Só então pode ser Natal!
Por favor fechem o Natal para obras
Reabram-no com entrada livre
Só então pode ser Natal!
2016.dezembro
sábado, 7 de julho de 2018
TENHO SAUDADES DE TI
Tenho saudades de ti
De um Tu
Que nunca foste
Que só existiu na minha cabeça
Que seria a outra parte de mim
Que que não existe
E que criei
Que quis ver em ti
E que por vezes, quase vislumbrei
Para a seguir me chorar, chorar de mim,
Não de ti
Porque eras só tu,
Um ser que eu uso
Como tu me usas
Como todos nos usamos
Só porque a humanidade é assim
E quer tudo a seu modo,
Até mesmo esperar do outro
Aquilo que não tem
E que o dinheiro
Não dá
2010 ??????
Tenho saudades de ti
De um Tu
Que nunca foste
Que só existiu na minha cabeça
Que seria a outra parte de mim
Que que não existe
E que criei
Que quis ver em ti
E que por vezes, quase vislumbrei
Para a seguir me chorar, chorar de mim,
Não de ti
Porque eras só tu,
Um ser que eu uso
Como tu me usas
Como todos nos usamos
Só porque a humanidade é assim
E quer tudo a seu modo,
Até mesmo esperar do outro
Aquilo que não tem
E que o dinheiro
Não dá
2010 ??????
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Esta permanente necessidade de finitude
De que tudo termine
Que tudo tenha fim
Que possa ser Nada
Nada sentir!
E todavia,
Surge a angústia
De não saber o que é Não sentir
O que é Não ser
Nada ser!
Ser ...cansa!
Não ser ... descansa
Como será Não existir?
E depois?
Haverá um depois
Mesmo se não existir?
???????????? Há vários anos
sábado, 30 de junho de 2018
O amor é tu existires
é me preferires à morte.
O meu amor por ti
não é assim tão grande.
Se a morte vier,
não sei se me lembrarei
de te convidar;
Se não te esquecerei
para simplesmente a seguir.
Não sei!
Não sei!
Há promessas que não se podem fazer
ou não se sabe se se podem fazer
Obrigada por estares aqui
22.04.2018
terça-feira, 26 de junho de 2018
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Domingo de outono
Sol pálido e quente
Luz branda
Azulada pelo mar
Brilhante, de prata
Gente espojada
Despojada
Outonal
Desocupada
Lar de 3ª. idade e Jardim de infância
Ao ar livre
Ao ar livre da praia
Ao ar livre do mar
Gente que não teve um convite
Para almoçar
Gente que não tem
Um amigo
Um parente no hospital
Gente que tem
Uma casa sem gente
Gente que aquece o coração
Na areia quente e dourada
Os rebentos brincam na areia molhada,
Sem fulgor; apenas brincam.
Os pais escutam o mar
Para não escutarem mais nada
O que todos querem
É eternizar a modorrice
Deste domingo de outono
Antes do inverno dos dias
2017.10.01
sábado, 23 de junho de 2018
O ESPELHO
Ainda bem que o espelho é uma companhia esporádica e fugaz
Ainda bem; porque o espelho é muito acusador;
é adulador só com quem lhe convém;
raramente com gente de provecta idade
Ainda bem: porque o espelho é falso.
É falso e frágil
ao menor contratempo ...
lá se faz em mil pedaços;
às vezes não;
fica com uma racha, se não, várias,
a dividir imagens
como quem divide dividendos
daqueles que não rendem nada.
2017.07.17
Ainda bem que o espelho é uma companhia esporádica e fugaz
Ainda bem; porque o espelho é muito acusador;
é adulador só com quem lhe convém;
raramente com gente de provecta idade
Ainda bem: porque o espelho é falso.
É falso e frágil
ao menor contratempo ...
lá se faz em mil pedaços;
às vezes não;
fica com uma racha, se não, várias,
a dividir imagens
como quem divide dividendos
daqueles que não rendem nada.
2017.07.17
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Nos momentos pálidos de abandono
ouço o vento gélido,
gemer,
murmurante, inquieto,
tentando desvendar os mais reconditos segredos.
Um dia,
seduzida pelo seu doce sussurrar,
contei-lhe a minha dor
falei-lhe da minha saudade
e também do meu amor.
Contei-lhe
e ele compreendeu.
Então, senti-me leve, tão leve
que supus poder ser levada,
por ele,
para junto de ti, amor!
E a brisa fresca
acariciou-me o rosto febril,
e secou-me as lágrimas escaldantes
como se quisesse atenuar
a amargura da minha alma,
e a minha dor!
Escritos por volta de 1969/70
domingo, 10 de junho de 2018
Amigo, é tempo
Amigo, já é tempo de olhares o Universo
como um todo de que fazes parte
Já é tempo de com ele te harmonizares
de saberes que te dará o que lhe pedires
Pode ser para o teu bem
pode não ser
Ele só te escuta
e te dá
o que lhe pedires
Não discute!
Já é tempo de aprenderes a pedir
de aprenderes a aceitar
De aprenderes a agradecer
De te perdoares
Se errares!
Amigo, já é tempo de olhares o Universo
como um todo de que fazes parte
Já é tempo de com ele te harmonizares
de saberes que te dará o que lhe pedires
Pode ser para o teu bem
pode não ser
Ele só te escuta
e te dá
o que lhe pedires
Não discute!
Já é tempo de aprenderes a pedir
de aprenderes a aceitar
De aprenderes a agradecer
De te perdoares
Se errares!
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Esta raiva em mim
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelo que não me deste
Pelo que não partilhaste
Pelo que me roubaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me amaste
Porque não me sentiste
Porque não me quiseste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me ouviste
Porque me calaste
Porque me sufocaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelos sonhos que ignoraste
Pelos sonhos que desmoronaste
Pelos sonhos que abafaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Que me destrói
A mim
E a ti
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelo que não me deste
Pelo que não partilhaste
Pelo que me roubaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me amaste
Porque não me sentiste
Porque não me quiseste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Porque não me ouviste
Porque me calaste
Porque me sufocaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Pelos sonhos que ignoraste
Pelos sonhos que desmoronaste
Pelos sonhos que abafaste
Esta raiva em mim
Que tenho contra ti
Que me destrói
A mim
E a ti
domingo, 3 de junho de 2018
Só existo, porque existes
Só existo
Porque tu existes
Escolhi-te
Para poder existir
Se deixares de existir
D/existo
Não é porque te amo
Que existo
Existo
Só porque existes
No dia em que não estás
Não existo
Quase d/existo
Escrevo por ti
Para que me digas
Que existo
Não sei se preciso de ti
Não sei se quero
Existir
Ou d/existir
Não sei
Se sonho que existes
Se pesadelo é existir
Só existo
Se me olhas
Se não me vês
D/existo
Se trabalho
Existo
Na solidão
D/existo
Por favor
Fala comigo
Diz-me que existo
Se/não
D/existo
Só existo
Porque tu existes
Escolhi-te
Para poder existir
Se deixares de existir
D/existo
Não é porque te amo
Que existo
Existo
Só porque existes
No dia em que não estás
Não existo
Quase d/existo
Escrevo por ti
Para que me digas
Que existo
Não sei se preciso de ti
Não sei se quero
Existir
Ou d/existir
Não sei
Se sonho que existes
Se pesadelo é existir
Só existo
Se me olhas
Se não me vês
D/existo
Se trabalho
Existo
Na solidão
D/existo
Por favor
Fala comigo
Diz-me que existo
Se/não
D/existo
sábado, 2 de junho de 2018
Minha pedra
Minha pedra, minha pedra
Minha pedra, minha pedra
Minha pedra que escolhi
Quem teria escolhido quem
Ou fui escolhida por ti
Minha pedra,
minha pedra
No meu sapato não
No meu pé também não
No meu caminho então?
Minha pedra no caminho
Tira-me desta encruzilhada
Que me põe a cabeça à roda
E não decido nada de nada
Minha pedra rolicinha
Deixa-me rolar contigo
Rolando, rolando
Talvez chegue ao paraíso
Minha pedra de dois bicos
Não sei o que me dizes
Minha pedra dúbia
Que caminho de perdizes!
Minha pedra , minha pedra
Fechada na minha mão
Ah se eu acreditar na tua energia
Não mais cairei em tentação
Não me encostes à parede
A que até pareço incrustrada
Serve-me antes de apoio
Para dela ser libertada
Minha pedra quadradinha
Como és tão engraçada
O que é que me respondes
Quando não te pergunto nada
Quando não te pergunto nada
Não tens nada que me dizer
Minha pedra quadradinha
Não me venhas aborrecer
Minha pedra bicudinha
Oh que pedra tão bicuda
Ouvi chamar "queridinha"
Não sei se lhe acuda
Ouvi chamar "queridinha"
Não sei se lhe acuda
Onde foste branquear-te
Diz-me, por favor, como
Encontrar um pouco de arte
sexta-feira, 1 de junho de 2018
Que dor!
Que sofrimento era aquele?
A quem poderia perguntar?
Talvez a Ninguém!
Ninguém sabe tudo!
Como explicar a Alguém o que Ninguém sabe?
Talvez todos sintam Aquela dor
E não contém a Ninguém
Porque Ninguém sabe tudo
E ela não quer que Ninguém saiba
Como se Alguém quisesse saber!
É melhor Ninguém saber!
Amanhã a dor terá passado
Talvez para outro lado
E Ninguém ficará a saber
Ou talvez morra dessa dor
E então ...
Ninguém saberá!
escrito há vários anos
Quero chorar um pouco
Há tanto por que chorar
Que escolher é difícil
Quero lavar a alma
Expulsar este sal
Que empederniza
Me incomoda e não larga
Preciso de uma enxurrada
Que derreta e desfaça estes cristais
Só não sei abrir a minha fonte
De água abençoada
Ou estará seca ...
Tão seca, tão seca que me queima
Não quero queimar ninguém!
E assim me consumo nesta fogueira
Que importuna quem me cerca
E não sabe como atirar uma gota
Que me alivie
Sabem que qualquer partícula
Pode provocar o "estalar da porcelana"
É isso!
Essa aparência de porcelana!
2014.08.21
Há tanto por que chorar
Que escolher é difícil
Quero lavar a alma
Expulsar este sal
Que empederniza
Me incomoda e não larga
Preciso de uma enxurrada
Que derreta e desfaça estes cristais
Só não sei abrir a minha fonte
De água abençoada
Ou estará seca ...
Tão seca, tão seca que me queima
Não quero queimar ninguém!
E assim me consumo nesta fogueira
Que importuna quem me cerca
E não sabe como atirar uma gota
Que me alivie
Sabem que qualquer partícula
Pode provocar o "estalar da porcelana"
É isso!
Essa aparência de porcelana!
2014.08.21
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Já tantas vezes morri
Já tantas vezes morri
Já tantas vezes morri
Sim, que se isto não é morrer
Viver é que não é
Não é por mágoa, desconsolo
Será físico ou emocional
Não sei
Sentir os limites fisicos
Estar no limite do psíquico
Desconhecer se a barreira para o outro lado
É ténue como parece
Retornar a uma vida
Onde o estímulo para viver
É nulo
Chega a ser vergonhoso
Ter pernas para andar
Braços para trabalhar
Cabeça para pensar
Só em inutilidades
E nada fazer
Por não poder
Ou não querer?
Não sei
Se posso
Ou se quero
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Poema que eu fiz (acho eu )
Tudo o que existe está dentro de mim!
Se tu existes é porque deixei que entrasses!
Se o sol existe é porque eu o permiti
O bem e o mal, é porque eu consinto
Nem tão pouco me forçam:
Simplesmente deixo.
Queria comprar uma peneira
Onde só o bom e o belo pudessem passar:
Não encontrei !
E deixo tudo entrar !
E quando rejeito, não sei se rejeito o bem ou o mal;
Nem todos trazem etiqueta.
Há dias em que o bem me protege
Em que o bom me presenteia
E dias cinzentos que não sei o que são
E dias horrível que nem a cor lhes reconheço
E todos estão dentro de mim!
Eu sou um mundo!
Rodeado de mundos
Dentro dum mundo
Noutros mundos envolto!
Estou dentro de um filme
Estou dentro de um filme
Estou dentro de um filme
Não sei o guião
Desconheço o tema
Assisto, actuo
Actuo, assisto
Estou dentro de um filme
Como vim aqui parar?
Não sei o guião!
Desconheço o tema!
Não me atrevo a sair
Mesmo quando detesto a cena
Estou presa na película
Se dela me quiser descolar
Já me disseram : Não! Se sais...
Não podes voltar a entrar!
E eu vou ficando. ..
Já me aborrece este filme!
E de assistir a tantos outros!
Tantos! Tantos!
Actuo, assisto,
Assisto, actuo
Até quando?
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Detesto-te
Detesto-te
Detesto-te
Não te quero ao pé de mim
A tua sombra irrita-me
Esfolas -me a alma
Que negreja ao ver-te
Quero-te longe!
E Feliz !
Quero ser livre de ti!
Desagrilhoa-me!
Desagrilhoa-te de mim!
Esquece-me
Não pronuncies o meu nome
Não fales de mim a ninguém
Encontra-te
E não penses no futuro em que nunca pensaste
Não é agora que ele vai começar a existir
Não quero ter mais nada a esperar de ti
Não esperes mais nada de nada de mim
Faz de conta que já atravessei o rio do esquecimento
Para mim já o atravessaste
Por isso não me mostres nem a tua sombra
E deixa-me antes amar-te!
Eu (quando????) devia estar muito zangada ... e apesar de tudo ....Não!
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