sábado, 18 de agosto de 2018

POEMA AO MAR

Não sei porque é que as ondas são tão brancas
Não sei porque é que o mar é tão azul
Tão azul e tão vasto.

Dizem que é vasto!

Por entre dois penhascos
Eu só vejo um campo azul,
Estreito e muito comprido
Às riscas brancas, como um pijama
Ou o tecido de colchão antigo

E é molhado
E frio
Barurento
E zangado
E isto eu sei,
Que molha
É refrescante,
Barulhento e zangado.

Salgado também

Isso eu sei,
Porque me salpica, me refresca e não pára de fazer barulho!
E quando quero refrescar os lábios ... sinto-lhe o sal

E brilha ao sol. Quando o sol brilha.

E continua barulhento quando o sol se põe
E continua zangado quando este nasce e o pretende aquecer.

Talvez seja por isso!



Praia da Murração - 2016 ?

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