sábado, 18 de agosto de 2018

POEMA AO MAR

Não sei porque é que as ondas são tão brancas
Não sei porque é que o mar é tão azul
Tão azul e tão vasto.

Dizem que é vasto!

Por entre dois penhascos
Eu só vejo um campo azul,
Estreito e muito comprido
Às riscas brancas, como um pijama
Ou o tecido de colchão antigo

E é molhado
E frio
Barurento
E zangado
E isto eu sei,
Que molha
É refrescante,
Barulhento e zangado.

Salgado também

Isso eu sei,
Porque me salpica, me refresca e não pára de fazer barulho!
E quando quero refrescar os lábios ... sinto-lhe o sal

E brilha ao sol. Quando o sol brilha.

E continua barulhento quando o sol se põe
E continua zangado quando este nasce e o pretende aquecer.

Talvez seja por isso!



Praia da Murração - 2016 ?

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Nesta busca

Nesta busca
De intermináveis instantes de harmonia
Descobrimos que o medo de os perder
Nos prendem e os diminuem
E a dor da perda prevista
Torna os instantes dolorosos
E dessa harmonia fica a saudade
De não saber fechá-la na mão
Para que perdure,
Só mais um instante!



2016.04.14

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

QUE TERRA ÉS TU


________, que terra és tu
Que aprisionas os teus naturais
E ofereces a liberdade aos forasteiros

Aqueles não se libertam
Dos teus tentáculos

Estes, oferecem-se
Livremente,
A ti

Tornam-te mais bela e produtiva.

Quantos dos primeiros definham e fenessem!
Quantos dos segundos progridem e prosperam!

Que maldição paira sobre uns
Que benção os outros encontram!


Julho 2016