quarta-feira, 24 de julho de 2019

Oh, terra seca
Qual alma vazia
Que semente
Se aventura
A em ti germinar!

Unes-te ao ar quente
Que te lambe
Até ao sol pôr

Delicias-te ainda um pouco
Até que chega a humidade, pouca
E te cobre sem consentimento

Chega a manhã
E não te precavês
Contra o ar quente
Que absorves, oh sertã

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