NÃO HÁ DIAS DA MÃE
Mãe é a que a todos ama, mesmo quando a natureza, a psique ou fosse lá o que fosse, lhe tenha roubado esse direito, privilégio ou seja lá o for.
Mãe é a que reparte o que tem; é a que rejubila quando observa que os filhos repartem sem que lho peçam.
Mãe é a que ama os miúdos da rua, os ranhosos, os piolhosos, os que lhe quebram os vidros da janela com a bola, os bem comportados filhos do senhor administrador, os seus próprios filhos. Não por esta ordem; que no amar não há ordem; antes desordem.
Ama mesmo os que se riem dela pela sua desordem em amar.
Mãe é também a que não é amada. A que não se importa. Apenas ama, mesmo com letra pequena.
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