Arde o vento
Arde o vento
esquecido do deserto
e segreda baixinho
flutuando sobre a terra
em curvas de aragem
por frinchas abertas na pele
Respira suor vulcânico
circunscrito à fúria das amarras
em veloz silêncio
Lança dardos e
sinais
libertados em serpentes de palavras
incendiados por vorazes pensamentos
nas madrugadas falhas de desejo
como se remasse entre chamas
habitadas por espelhos e estrelas
Instantes enganados
e enganadores
longínquos
horizontes cósmicos
explode em rios
tumultuosos e febris
Desce por fim,
errante
e descobre, entre o
norte e o sul
o seu labiríntico
destino
em marcos desencontrados
como cachos de
eternidades
eternas
2022.12
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