ENTRE SOPROS E ESTILHAÇOS
Um sopro de verdade
Entre clemência e justiça
Palavras de ilusão
Consciência e intenção
Passados quebrados
De vidas emprestadas
Em filosóficas fusões
Espectros de civilizações
Felino abandonado e ferido
Errante em floresta de sombras
Escuta a folhagem, sem confusão
No sussurro da vegetação
Treme-lhe o peito
Acorda-lhe a alma
Ilumina-se a desilusão
Em épica profusão
As árvores despem-se
Os mastros vergam
Mergulha a cidade na escuridão
E dois assobios ecoam na multidão
Tolhem-se os fracos
Em pretéritos cruéis
E doidas visões
Em implacáveis perdições
Vacila
Hesita
Entre perturbações
E sensações
Estilhaços e desabraços
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