POEMAS AO VENTO
O vento que enfuna as velas
E leva o homem aos confins do mundo
É o mesmo vento que as despedaça
E atira o barco contra os escolhos
O vento que eleva o homem aos píncaros da ousadia
É o mesmo que o faz submergir, inerte, às profundezas do
mar
O homem e o vento, harmonia ou morte
Entre uma e ou outra, há vida …
O vento que te refresca no estio
É o mesmo vento que te enregela no inverno
O vento é uma moeda de duas faces
Umas vezes ganhas
Outras perdes
A moeda é a mesma
E a diferença abissal
Enquanto isso, cara ou coroa, tanto faz:
Quando não se pensa, vive-se
Ou morre-se, pensando.
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