quinta-feira, 4 de julho de 2024

 

POEMAS AO VENTO 

 

O vento que enfuna as velas

E leva o homem aos confins do mundo

É o mesmo vento que as despedaça

E atira o barco contra os escolhos

 

O vento que eleva o homem aos píncaros da ousadia

É o mesmo que o faz submergir, inerte, às profundezas do mar

 

O homem e o vento, harmonia ou morte

Entre uma e ou outra, há vida …

 

O vento que te refresca no estio

É o mesmo vento que te enregela no inverno

 

O vento é uma moeda de duas faces

Umas vezes ganhas

Outras perdes

A moeda é a mesma

E a diferença abissal

 

Enquanto isso, cara ou coroa, tanto faz:

Quando não se pensa, vive-se

Ou morre-se, pensando.

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