POEMA MEU
Já não tenho coração
E o intelecto onde está?
Os dois juntinhos dariam um génio
Ou não?
Já não sinto a emoção
Nem o apelo dum amor
Falta-me o desejo de um canto
Dos acordes harmoniosos
Porém, quero sentir harmonia
Como? Sem emoção
Sem amor, sem desejo
Sem música no coração!
Já não sou!
Bocage o disse também
Mas... será que alguma coisa fui?
Ou apenas sou o que sou!
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Uma vida (quase) tão perdida que mais parece nem ter tido início, não fora os azedumes que vai deixando como lastro.
Dá voltas e voltas para encontrar a vida e, decididamente devem ser realmente voltas sobre voltas e daí ver-se sempre no mesmo sítio cada vez mais estgnado, amorfo.
Está farta de saber que não tem que ter medo do medo. Que tem que fazer uma escolha e daí partir para a vida. Não tem coragem? Não, não é só falta de coragem, é mais falta de farol, de modelo. Não sabe decidir, não decide. Fica. Vai ficando, até que um dia fica de todo.
Frequenta cursos ... formações ... Para quê? Não sabe. Diz que é apenas para conhecer. Que um dia verá se lhe interessam. Um dia? Quando? Que vida pensa ela que tem pela frente?
2008? 2011? sei lá
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