DOIS POETAS
Um, analfabeto de escrita, não da vida, não do coração
Fala dos rios, das fontes
Dos animais e do sol e do vento
E das crianças
Em quadras simples
Que rimam,
Com harmonia
O outro, declama,
Com ardor
Porque fala na mulher
E nos seus atributos;
Sem rima
Para ouvidos
Que não o entendem
A poetisa que nasceu
Com a rima na mente e no coração
Ouve declamar
Vinícios de Morais
E ouço-a exclamar
Enquanto me olha, confusa,
É isto poesia?!
Explico-lhe:
Há muito que os tempos mudaram
E poesia deixou de ser rima
E passou a ser melodia
Melodia, melodia, melodia!
18 de Março de 2017
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