Eu sou aquela
Eu sou aquela que magoou
E que agora é magoada
Que triste ficava por magoar
E que chorosa e magoada agora fica
Há uma mágoa no ar
Que teima em cair e queimar
Uma chaga que demora a sarar
E que dura enquanto a lembrar
Ah! Se pudesse apagar
Tanta dor que fiz sem pensar
Ah! Se eu pudesse apagar
Esta dor que deixei atear
Ainda se as lágrimas me brotassem
E a ferida me sarassem
Ficaria livre ... ... ...
E deixaria o perdão entrar!
Outubro 2017
Escolher ou não o caminho
Um país pode ser a nossa casa
A nossa casa pode ser o nosso país
A prisão pode ser a nossa casa
Ou o nosso coração a prisão
Se vejo dois caminhos
Fico especada e não sigo
Como podem dois caminhos
Tornar-se a peia de alguém
É o que me pergunto
Enquanto estagno
No pântano da indecisão
Qualquer que seja a escolha
Será sempre a errada; e está escrito.
Pior que escolher o caminho errado
É ficar parada, a mirrar no mesmo lugar
Sujeita aos empurrões
Dos que querem o caminho desimpedido
E percorrer o escolhido
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