sábado, 11 de novembro de 2017

Eu sou aquela

Eu sou aquela que magoou
E que agora é magoada
Que triste ficava por magoar
E que chorosa e magoada agora fica

Há uma mágoa no ar
Que teima em cair e queimar

Uma chaga que demora a sarar
E que dura enquanto a lembrar

Ah! Se pudesse apagar 
Tanta dor que fiz sem pensar
Ah! Se eu pudesse apagar
Esta dor que deixei atear

Ainda se as lágrimas me brotassem
E a ferida me sarassem
Ficaria livre ... ... ...
E deixaria o perdão entrar!


Outubro 2017


Escolher ou não o caminho

 

Um país pode ser a nossa casa

A nossa casa pode ser o nosso país

A prisão pode ser a nossa casa

Ou o nosso coração a prisão

 

Se vejo dois caminhos

Fico especada e não sigo

Como podem dois caminhos

Tornar-se a peia de alguém

É o que me pergunto

Enquanto estagno

No pântano da indecisão

 

Qualquer que seja a escolha

Será sempre a errada; e está escrito.

 

Pior que escolher o caminho errado

É ficar parada, a mirrar no mesmo lugar

Sujeita aos empurrões

Dos que querem o caminho desimpedido

E percorrer o escolhido 



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