UM LAGUINHO
Acho que a minha vida é um "laguinho", onde vivo num barquito e cujas águas não sei o que escondem.
Por vezes aborreço-me com a calmaria e outras vezes sou "abanada" pelas "coisas" que se escondem naquelas águas de aparência tranquila.
Umas vezes os "abanões" são bons, outras vezes não, outras são apenas engraçados ou divertidos ou apenas diferentes.
Essas "coisas", umas boas outras não, vêm à superfície e saltam, outras apenas afloram, outras ainda sei que lá estão.
Já tantas vezes morri!
Já tantas vezes morri!
Sim, porque se isto não é morrer
viver é que não é.
Não é por mágoa, desconsolo
será físico ou emocional
não sei.
Sentir os limites físicos
estar no limite do psíquico
desconhecer se a barreira para o outro lado
é ténue como parece.
Retornar a uma vida
onde o estímulo para viver é nulo,
chega a ser vergonhoso
ter pernas para andar
braços para trabalhar
e cabeça para pensar
só em inutilidades inúteis!
E nada fazer
por não poder,
ou não querer?
Não sei
se posso
ou se quero.
Quando ? há vários anos
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