sábado, 18 de novembro de 2017


UM LAGUINHO

Acho que a minha vida é um "laguinho", onde vivo num barquito e cujas águas não sei o que escondem.
Por vezes aborreço-me com a calmaria e outras vezes sou "abanada" pelas "coisas" que se escondem naquelas águas de aparência tranquila.
Umas vezes os "abanões" são bons, outras vezes não, outras são apenas engraçados ou divertidos ou apenas diferentes.
Essas "coisas", umas boas outras não, vêm à superfície e saltam, outras apenas afloram, outras ainda sei que lá estão.


Já tantas vezes morri!


Já tantas vezes morri!

Sim, porque se isto não é morrer

viver é que não é.

 

Não é por mágoa, desconsolo

será físico ou emocional

não sei.

 

Sentir os limites físicos

estar no limite do psíquico

desconhecer se a barreira para o outro lado

é ténue como parece.

 

Retornar a uma vida

onde o estímulo para viver é nulo,

chega a ser vergonhoso

ter pernas para andar

braços para trabalhar

e cabeça para pensar

só em inutilidades inúteis!

 

E nada fazer

por não poder,

ou não querer?

Não sei

se posso

ou se quero.

 

















Quando ? há vários anos

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