ESTÁS AQUI
Enquanto te escrevo,
amor, é como se estivesses aqui.
Enquanto te leio, amor,
é como se estivesses a caminho, mesmo que digas o contrário. Dizes-me coisas
terríveis para que depois possa apreciar melhor as boas; para lhes dar mais
sabor e intensidade, dizes-me tu.
E eu vou acredito-te. Acredito-te
sempre.
Quando leio que me
beijas, que me abraças, é tudo tão real que não pode deixar de ser magnífico. E
repito a leitura e repito e repito até à exaustão. E adormeço. E sonho. E
acordo.
Não estás, mas
estiveste. Não sofro. Espero-te.
Não me importo que seja
uma ilusão. Não me canso de recriar-te mil vezes.
Não me incomoda o
silêncio inabalável em que me prostro, embalada pelo fragor do eco da tua voz
que escuto na alma e no coração.
Pergunto ao mundo o que
é o amor real e verdadeiro; o mundo gagueja tolices. O mundo não sabe.
Não me importo nem me
sinto trespassada por essas estranhas inquietudes, nem ardentes convulsões de
que falam, à toa.
Escrevo-te.
Leio-te.
Estás aqui. Que mais
posso querer, meu amor.
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