domingo, 7 de fevereiro de 2021

 







Num silêncio descomunal
a cidade dorme
Vazia de horizontes,
sem rumo nem sentido.
Rugidos ferem corações
apertados no vácuo da solidão.
Inesgotáveis reflexos espelhados
sugam energias, corpos e almas.
Pairam no firmamento
enigmáticas e mudas, perguntas,
Vestígios de vozes ausentes
repelidas e desapossadas
Circunscritas a caminhos absurdos
Impossíveis.
Mistérios perdidos nas distâncias
despidas de respostas, encaixotadas em paradoxos
Acertando e errando, confusas,
em possibilidades desconhecidas.
Estradas infinitas e imensas
perdidas no recorte das ausências
Sem origem nem coragem
desfazem-se, inesgotáveis e impotentes
Na fonte da simplicidade cósmica
E na vastidão da incerteza
Janeiro 2021

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